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terça-feira, 25 de abril de 2017

AUTO MUTILAÇÃO - "ANALGÉSICO PARA DOR DA ALMA"


Um problema que vem aumentando na última década, e que vem assustando pais e educadores em geral.

O Cutting, ou Automutilação é sem dúvida alguma um transtorno emocional, que necessita tratamento e apoio da família.

Esse transtorno costuma surgir na adolescência e é preciso ser abordado com cuidado, para que um comportamento equivocado, que pode ser curado, não resvale em situações mais dolorosas como o suicídio.

O adolescente que prática a automutilação não quer ser descoberto pelos pais, mas se isso vier a ocorrer, é importante que a família tenha compreensão, e não agrave a situação através de reprimendas inadequadas, e reações alarmantes.

É importante compreender, que o jovem que se auto-mutila está com dificuldades emocionais em lidar com alguma frustração, ou alguma perda.
Pode parecer paradoxal e estranho, mas a mutilação é utilizada como "analgésico" para uma dor que a alma sente.


Os escândalos, ou a repreensão violenta tendem a erguer uma barreira entre os pais e o jovem que se auto-mutila, daí a necessidade de palavras acolhedoras e compreensivas.
Sem dúvida, o tratamento profissional na área da saúde mental é importante para ajudar quem enfrenta essa dificuldade.


A princípio os cortes são feitos em locais do corpo que podem ser escondidos facilmente.
E os sentimentos que deflagram esse processo podem ser: sensação de vazio, angústia, raiva de si mesmo, tristeza com ou sem motivo e até para relaxar são outros motivos apontados. 


Na dimensão espiritual, o jovem aturdido, que pratica o Cutting, é presa fácil de espíritos perturbados e vingativos, que podem incitar o aumento da tristeza, e da perda de autoestima e confiança na vida.
Processos obsessivos graves podem ser deflagrados a partir desse comportamento.


A automutilação pode ser provocada por processo endógeno, ou seja, por dificuldade do espírito encarnado em lidar com seus dramas íntimos, aquilo que ele trouxe de suas vidas passadas.


Ocorre também o processo exógeno, ou seja, a dificuldade do espírito em lidar com o meio onde vive.
A dificuldade na aceitação do seu contexto de vida.


Na maioria dos casos esse processo passa, mas devido ao crescente aumento dos transtornos emocionais nos dias atuais, é preciso que esse problema seja tratado com o cuidado necessário, de maneira holística para que o nosso jovem receba ajuda eficiente.


Presença da família, amor, compreensão e orientação espiritual adequada contribuem definitivamente para que esses dramas sejam vencidos.
Devemos tomar cuidado com o peso das nossas palavras.
Muita Paz!


Adeilson Salles


Conheça suas obras:                                                                         Mais sobre o autor:


 

quinta-feira, 20 de abril de 2017

LUCINHA : A SEDUÇÃO PERIGOSA DO ÁLCOOL E DAS DROGRAS EM NOSSOS JOVENS



LUCINHA

Sou cuidadoso e evito ser alarmista em se tratando de dar notícias desse lado da vida.
Mas, nesse momento se faz necessário esclarecer de todas as formas possíveis os pais e educadores em geral, quanto a invasão perturbadora que o mundo juvenil vem sofrendo por parte das trevas.
            
A falta de diálogo, as raras horas dedicadas ao convívio com os filhos são fatores que deflagram vários processos perturbadores na mente dos nossos jovens.
            
Se os pais não têm tempo para dedicar a educação e orientação espiritual dos filhos, terão todo tempo do mundo para chorar as dores que a falta de valores acarreta.
            
A excessiva permissividade, junto com o bombardeio de convites para o prazer sem limites é porta larga para a total perda de valores éticos morais, que cabe a família semear no coração juvenil.
            
Nossas equipes socorristas se desdobram em serviço de auxílio, mas muitas vezes nossos esforços são insuficientes, devido à grande quantidade de jovens aturdidos, que estão à deriva no mundo.
            
Precisamos de reforços para esclarecer os que transitam pela vida vazios de sentido e esperança.
            
O respeito ao próximo, a valorização das famílias deve ser matéria ensinada nas conversas pater-maternais.
            
Conclamamos os pais a se unirem aos nossos esforços em uma cruzada pela educação espiritual a favor dos nossos jovens.
            
A toda hora desembarcam em nosso campo de ação centenas de garotos e garotas, que se quer imaginam, qual o sentido da vida.
            
Cresceram à revelia da própria condição espiritual, e viveram na busca da satisfação dos sentidos mais grosseiros.
            
Me emociono sempre que me deparo com jovens de grande inteligência, mas de raros predicados morais, sem o menor senso da grandeza da vida.
            
As drogas mais pesadas são “combatidas” de maneira ineficiente, e poderosas organizações humanas, em conluio com mentes desencarnadas se esforçam por manter e alimentar a situação de ignorância atual.
            
Ao mesmo tempo, o álcool em suas variadas formas é disseminado como insumo para o prazer e uma vida feliz.
            
Em todo mundo, são milhares os espíritos que deixam a Terra ainda em corpos juvenis pelas vias da droga legalizada chamada álcool.
            
Por que, as festas e baladas necessitam do álcool para serem mais divertidas?
            
Por que, é preciso se privar da lucidez para ser feliz?
            
A calamitosa situação não nos permite mais aceitar essa realidade.
            
Processos obsessivos têm no álcool a porta para sua instauração.
            
Em uma de nossas atividades de socorro conheci, Lucinha (nome fictício).
            
Essa garota de quinze anos retornou para a dimensão espiritual após a dolorosa realidade do coma alcoólico.
            
Lucinha começou a beber instigada pela mãe, que dividia o copo com a própria filha.
           
A genitora, também jovem, gostava de participar das baladas.
            
Bonita e atraente, sentia-se feliz ao ver o séquito de homens que se curvavam diante de seus atrativos físicos.
            
Lucinha, uma flor que começava a desabrochar para a vida desenvolveu-se fisicamente com rapidez, ganhando contornos de mulher com os mesmos dotes da mãe.
         
Em breve tempo, e incitada por entidades perversas, mãe e filha começaram a disputar os homens mais interessantes. E foi em uma noite, regada a bebidas de todo tipo, que a jovem flor se despetalou deixando o corpo físico.
            
São muitos os casos, são muitas as lágrimas, daí a nossa mensagem ter essa conotação extremamente grave.
            
Papai e mamãe, unamos nossos esforços para disseminar valores cristãos, a fim de que a vida dos nossos jovens tenha sentido verdadeiro, muito além do prazer temporal que o corpo oferece.
            
Até sempre...

 Luiz Sérgio
      
 Mensagem recebida pelo médium Adeilson Salles no Instituto Meninos do Caminho


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terça-feira, 18 de abril de 2017

José Carlos De Lucca em Brasília





















Nos dias 22 e 23 de abril o consagrado autor e palestrante José Carlos De Lucca estará realizando um roteiro de palestras na cidade de Brasília, confira as datas e locais abaixo:







160 anos de "O livro dos Espíritos"


Pode-se afirmar que O livro dos espíritos surgiu de uma ideia e da iniciativa do professor francês Hippolyte Léon Denizard Rivail (1804– 1869), que em 1854 começaria a ser informado por parte de amigos acerca dos fenômenos das mesas girantes. O primeiro deles, Fortier, comenta em duas ocasiões os efeitos do Magnetismo nas tables tournantes ou table-moving (para os ingleses). Não eram apenas as pessoas que podiam ser magnetizadas, informa em Obras póstumas,2 “[…] mas também as mesas, conseguindo-se que elas girem e caminhem à vontade” (it. A minha iniciação no Espiritismo, p. 237). Logo depois Fortier acrescenta novas informações: “[…] não só se consegue que uma mesa se mova, magnetizando-a, como também que fale. Interrogada, ela responde” (p. 237 e 238).
Estava sendo dado o ponto de partida da vida missionária daquele que assinaria as obras da Terceira Revelação com o pseudônimo Allan Kardec.
Em 1855, surge outro amigo, Carlotti, natural da Córsega, ardoroso e enérgico, que reforça as informações sobre os inusitados fenômenos, destacando em seu diálogo com o famoso pedagogista, educador e ex-aluno de Johann Heinrich Pestalozzi (1746–1827), a partir de 1814, em Yverdon, na Suíça, a surpreendente informação acerca da intervenção dos Espíritos nesses fatos que atraíam inúmeros curiosos em Paris, os quais se reuniam nos salões de suas residências para praticar e observar esses fenômenos.
Carlotti faz um prognóstico ao professeur Rivail: “Um dia o senhor será dos nossos” (p. 239). O mestre das letras francesas, autor de várias obras didáticas, surpreendentemente não se abala ou desdenha os comentários e a conjetura do velho amigo de 25 anos. Responde-lhe de forma intuitiva, como se estivesse esperando, há muitos anos, aquele momento singular em sua diamantina vida: “Não direi que não […] veremos isso mais tarde” (p. 239).
E, efetivamente, passado algum tempo, o insigne diretor de educandários, tradutor de obras e contabilista dá início, no mês de maio de 1855, ao calendário da fase de observações dos fenômenos.  A primeira residência que visita é a da Sra. Roger, acompanhado pelo amigo Fortier, encontrando-se ali com o Sr. Pâtier e a médium Sra. Plainemaison.  Os comentários por parte dos anfitriões suscitam em Rivail “viva impressão”. Pâtier convida-o para assistir às reuniões experimentais que ocorriam na casa da referida médium, à rua Grange-Batelière, 18, Paris, e ele aceita, imediatamente.
O dia dessa histórica reunião passaria a ser célebre nos Anais do Espiritismo nascente: uma terça-feira de maio às oito horas da noite. Em outra reunião, no mesmo local, irá conhecer a família Baudin. As conexões e simpatia mútua são imediatas. Passa então a assistir, a convite do chefe da família, o Sr. Émile-Charles Baudin, às sessões semanais que se realizavam em sua residência à rua Rochechouart, das quais participavam sua esposa, Clémentine, e as filhas Julie e Caroline, respectivamente com 14 e 16 anos.
“Foi nessas reuniões que comecei os meus estudos sérios de Espiritismo […]” (p. 240), anotaria Rivail no livro das Previsões relativas ao espiritismo, manuscrito que redigiria com especial cuidado e que viria a lume somente em 1890, sob o título de Obras póstumas, contendo textos inéditos de sua lavra, graças à iniciativa de Pierre-Gaëtan Leymarie (1827–1901), amigo do casal Denizard.
Durante as sessões em que participava na casa da família Baudin, inicialmente não vislumbrou nenhum fim determinado para aquele movimento entre dois mundos que interagiam por meio de fenômenos e informações, aproveitando-os o professor Rivail para instruir-se pessoalmente. Foi quando notou que tudo aquilo “[…] constituía um todo e ganhava as proporções de uma doutrina […]” (p. 241). E teve um insight, “[…] a ideia de publicar os ensinos recebidos, para instrução de toda gente” (p. 241). Esses ensinos recebidos eram as “questões que, sucessivamente desenvolvidas e completadas, constituíram a base de O livro dos espíritos” (p. 241).
Emociona a anotação que fez sobre aqueles dias primordiais, daquelas primeiras horas de sua vida missionária:
[…] mais de dez médiuns prestaram concurso a esse trabalho. Da comparação e da fusão de todas as respostas, coordenadas, classificadas e muitas vezes retocadas no silêncio da meditação, foi que elaborei a primeira edição de O livro dos espíritos […]” (p. 242).
Ocorreram momentos especiais durante a elaboração da obra. Em 25 de março de 1856, no apartamento de Rivail, localizado na rua dos Martyrs, 8, segundo andar, ao fundo, o Mundo Espiritual, organizador e coordenador da concretização do advento do Consolador Prometido por Jesus (João, 14:15 a 17), demonstra a sua presença por meio de repetidas pancadas nas paredes da residência, para alertar o futuro Codificador do Espiritismo a respeito de um equívoco relativamente aos estudos que ele fazia e anotava no capítulo que escrevia acerca dos Espíritos e de suas manifestações. (it. Meu guia espiritual, p. 244.)
Há um instante em que, percebendo a importância e urgência do empreendimento, realiza em 10 de junho de 1856 reunião na casa do Sr. Roustan e, por meio da médium Srta. Ruth-Celine Japhet, consulta o Espírito Hahnemann se poderia ser auxiliado por um cidadão que registra em suas memórias pessoais como B…: “[…] para [justificando a sua pergunta] andarmos mais depressa […]” (it. O livro dos espíritos, p. 250). Contudo, a sua petição é desaconselhada. “B… era médium escrevente muito maleável, mas assistido por um Espírito orgulhoso, déspota e arrogante […]” (Nota, p. 251).
Relata o escritor Jean Prieur (1914–2016) que, uma vez concluída a obra (utilizando do heterônimo Allan Kardec para identificar a autoria, nome que tivera em antiga reencarnação nas Gálias, como lhe fora revelado), passou a procurar uma editora. Consulta, primeiramente, o amigo Sr. Didier: “Será que o senhor não é o mais indicado?”. Ouve então a recusa: “Este livro não se insere no âmbito das nossas coleções acadêmicas”. E pede desculpas. “Todos os editores potenciais respondem como ele, lamentando e louvando. Mas ninguém quis arriscar dinheiro em um autor desconhecido e num livro sem futuro”, destaca Jean Prieur em sua obra Allan Kardec et son époque (Allan Kardec e sua época).3
O professor Canuto Abreu (1892–1980), em O livro dos espíritos e sua tradição histórica e lendária,4 de sua autoria, recorrendo a especial narrativa, relata a visita do professor Rivail, em fins do ano de 1856, ao livreiro Edouard-Justin Dentu (1830–1884), cuja sede comercial era na rua Montpensier, em frente à Galeria d’Orléans, no Palais Royal, em Paris, portando os manuscritos de O livro dos espíritos.
O livreiro recebe-o com má vontade. Ele estava concluindo o inventário de várias obras encalhadas, escritas sobre o Spiritualism e diz ao nascente Codificador do Espiritismo:
“Esse assunto, meu caro senhor, não nos interessa mais.
É batidíssimo e está fora de voga. A França não se importa mais com o ‘Spiritualisme’. Nosso depósito está repleto de ‘Mesas que rodam’, ‘Mesas que dançam’, ‘Mesas que falam’, ‘Mesas que adivinham’, Mesas, enfim, que ninguém mais lê. Essa brincadeira já passou da moda” (p. 9).
O professor Rivail, porém, mantém-se sereno e declara: “Desejava apenas o seu orçamento tipográfico, pois vou editar a obra por minha conta e risco. É possível?” (p. 9).
Monsieur Dentu reluta, alega outros motivos para a recusa, quando, de repente, chega à loja madame Mélanie Dentu, mãe do livreiro e também proprietária. Ela cumprimenta o prof. Rivail e pergunta-lhe: “Trouxe afinal seus cadernos professor? […] É uma honra para nós editar o seu livro […]” (p. 9). Percebendo que já havia entendimentos anteriores sobre a impressão da obra, o livreiro muda de atitude e acrescenta, constrangido: “[…] Se não tem muita pressa, deixe conosco os seus cadernos. Quantos exemplares pretende?[…]” (p. 9).
Poucos dias depois o livreiro encontraria, sobre a mesa de trabalho, um memorando assinado pela Sra. Dentu, remetendo os cadernos que comporiam a primeira obra da codificação espírita à “Tipografia De Beau” (p. 9), para impressão. No texto do memorando ela havia destacado, em vermelho: “[…] Urgente e preferencial” (p. 9).
Ainda resistindo quanto à validade da obra, o jovem livreiro ouve sua mãe dizer-lhe que a obra era impressionante e sugeriu-lhe: “[…] Examine-lhe uma ou outra página, ao acaso, e verá que não estou exagerando […]” (p. 9). Atendendo-lhe o pedido, Dentu lê os originais e, entusiasmado, envia a obra à tipografia, destacando o urgente e preferencial, passando a ser ele “o mais apressado a lançar O LIVRO” (p. 9).
Por que O livro dos espíritos é urgente e preferencial? Destaquemos alguns depoimentos:
O escritor francês Victorien Sardou (1831–1908), leu a obra e antes mesmo de haver chegado ao fim da leitura, escreveu a Kardec elogiosa carta,publicada em Allan Kardec, o educador e o codificador,5 destacando que O livro dos espíritos “É o livro mais interessante e instrutivo que já li. […] É o livro da vida, é o guia da Humanidade” (p. 284).
Um abade francês, de nome Leçanu, autor de A história de satanás, assim diz no seu livro: “Observando-se as máximas de O livro dos espíritos, de Allan Kardec, faz-se o bastante para se tornar santo na Terra” (p. 285). “Quem quer que leia esse livro, nele meditando, como eu, encontrará tesouros inesgotáveis de consolações, pois que ele abarca todas as fases da existência” (p. 285), escrevia a Kardec, em 25 de abril de 1857, um capitão reformado, da cidade de Bordeaux. Humilde filho do povo, de Lyon, exprimia também ao Codificador o seu reconhecimento pela publicação de O livro dos espíritos e falava da felicidade que essa obra lhe trouxe ao coração.
O Espírito Vianna de Carvalho destaca que é “[…] nesse momento de expressivas e complexas realidades que aparece O LIVRO DOS ESPÍRITOS como resposta do Céu às perguntas aflitas da Terra […]” e que “[…]
Todas as armas se levantam contra o livro monumental”, mas enfatiza que “[…] Allan Kardec estava preparado para a reação. O Livro dos Espíritos veio e ficou. Seus ensinamentos estão aí, insuperáveis, atravessando os tempos.6
Durante mais de quarenta anos, desde que ingressara em Yverdon, o grande amor da existência do pedagogo  Hippolyte Léon Denizard Rivail tinha sido a educação, o ensino, mas ao concluir O livro dos espíritos, declara:
[…] foi a obra da minha vida. Dei-lhe todo o meu tempo, sacrifiquei-lhe o meu repouso, a minha saúde, porque o futuro estava escrito diante de mim em letras irrecusáveis.7 (Grifo nosso.)
E naquele primaveril sábado em Paris, em 18 de abril de 1857, há 160 anos, a promessa de amor de Jesus, da vinda do Consolador, é consolidada por Allan Kardec com a publicação de O livro dos espíritos, em tiragem de 1.200 volumes na primeira edição [princeps], de capa cor cinza-esverdeada, com 501 perguntas. “Era em formato grande, in-8o, com 176 páginas de texto, e apresentava o assunto distribuído em duas colunas”.[3]
Em 11 de julho de 1857, em edição do jornal Courrier de Paris o jornalista G. Du Chalard, amigo do livreiro Dentu e de quem recebera, de presente, um exemplar dava o seu parecer sobre a obra estampando extenso artigo:
O livro dos espíritos, do Sr. Allan Kardec, é uma página nova do grande livro do infinito, e estamos convencidos de que esta página será assinalada […]. Não conhecemos o autor, mas confessamos, abertamente, que ficaríamos felizes em conhecê-lo. Quem escreveu a introdução de O livro dos espíritos deve ter a alma aberta a todos os sentimentos nobres.[…]
A todos os deserdados da Terra, a todos quantos avançam ou caem, regando com as lágrimas o pó da estrada, diremos: Lede O livro dos espíritos; ele vos tornará mais fortes. Também aos felizes, aos que em seu caminho só encontram as aclamações da multidão e os sorrisos da fortuna, diremos: Estudai-o e ele vos tornará melhores”.[4]
REFERÊNCIAS:
1 FRANCO, Divaldo. In: PUGLIESE, Adilton; CHRISPINO, Álvaro. Reconhecimento a Allan Kardec. 1. ed. LEAL, 2006. p. 40.
2 KARDEC, Allan. Obras póstumas. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. 1. imp. Brasília: FEB, 2016. pt. 2 Extratos, in extenso, do livro das Previsões relativas ao espiritismo, p. 237 a 242, 244, 250, 251.
3 PRIEUR, Jean. Allan Kardec e sua época. 1. ed. São Paulo: Lachâtre, 2015. p. 69.
4 ABREU, Canuto. O livro dos espíritos e sua tradição histórica e lendária. 2. ed. São Paulo: LFU, 1996. cap. 1 – No dia 18 de abril de 1857, p. 9.
5 WANTUIL, Zêus; THIESEN, Francisco. Allan Kardec: o educador e o codificador. v. 1. 3. ed. Brasília: FEB, 2007. pt. 2, cap. 1.
6 FRANCO, Divaldo P. À luz do espiritismo. Pelo Espírito Vianna de Carvalho.5. ed. Salvador: LEAL, 2006. cap. O livro imortal, p. 16 e 17.
7 KARDEC, Allan. Obras póstumas. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. 1. imp. Brasília: FEB, 2016. pt. 2, Constituição do Espiritismo, it. X – Allan Kardec e a nova constituição do Espiritismo, p. 329.
8 WANTUIL, Zêus; THIESEN, Francisco. Allan Kardec: o educador e o codificador. v. 1. 3. ed. Brasília: FEB, 2007. pt. 2, cap. 1, p. 274.
9 ____.____. p. 285. (Vide também Revista Espírita de jan. 1858, trad. Evandro Noleto Bezerra, p. 63 e 64.)
10 Reformador. ano 95, n. 1.777, abril 1977, p. 11(103). Soneto segundo Folheto do Grupo Espírita Emmanuel, intitulado “Da Biblioteca Espírita – Lembrando o Auto-de-fé de Barcelona, 1861”, edição de outubro de 1961, Garça (SP).

* Texto retirado da revista "Reformador" do mês de abril.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Qual o verdadeiro sentido da páscoa?



        Um equívoco muito comum é imaginar-se que a expressão Páscoa surgiu como comemoração do aparecimento de Jesus, (fisicamente falecido), aos apóstolos. 

        Outro equívoco comum é  a concepção de que Páscoa seria a comemoração da ressurreição  de Jesus, ou seja, após sua morte biológica, ele retornaria ao mundo espiritual em corpo físico e antes visitaria os apóstolos. Tal fato teria se dado no domingo de páscoa. 
       O que é real?

       A verdadeira comemoração da páscoa é muito anterior a passagem de Jesus na Terra.  Páscoa quer dizer comemoração da passagem, pois corresponde a passagem dos hebreus pelo deserto rumo a região da palestina, após sua libertação do Egito.

        Há séculos os judeus comemoram a data da passagem e este é um dos dados exatos do que significava páscoa. 

       Como Jesus foi crucificado na sexta-feira que antecedia a comemoração da páscoa judaica e apareceu aos apóstolos  dois dias depois, exatamente no dia da páscoa judaica, gerou a confusão de que páscoa seria o dia do aparecimento de Jesus.

      Com relação a ressurreição, ou seja, Jesus ter ascendido ao  mundo extrafísico com seu corpo biológico, sabemos  que, tal fato é incompatível com as leis da natureza (Leis de Deus) além do que, não faz  qualquer sentido para um Espírito de luz  retornar ao mundo extrafísico com as mazelas e características  fisiológicas  de um corpo terrestre. 

        O que ocorreu no dia da páscoa judaica foi um fenômeno mediúnico onde os apóstolos  testemunharam a presença de Jesus. 
       
Contudo, em termos de vivência familiar, é uma data de congraçamento, amorosidade e expressão de carinho entre as pessoas. 

      A origem do ovo da páscoa, e o coelho como símbolo da fertilidade, foram ingredientes que geraram um ar de doce fantasia, saudável quando pessoas se reúnem trocando presentes e desejando os melhores votos uns para com os outros. 
Feliz páscoa!    
  

Dr. Ricardo Di Bernardi
Homeopata


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